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Protetização
Infantil
Nos primeiros anos de vida da criança, há uma série
de progressos lingüísticos, sociais, intelectuais, etc.
Uma perda auditiva, nesta fase, acarreta considerável
atraso no desenvolvimento da linguagem, da comunicação
dentre tantos outros. Fazse, então, extremamente necessária,
a realização de uma investigação audiológica, a fim
de descartar ou diagnosticar a existência de problema
auditivo o mais precoce possível, para que possamos
intervir evitando danos maiores.
Além de exames de tronco cerebral e eletrococleografia,
são de extrema importância as avaliações imitanciométrica,
a audiometria instrumental, a audiometria lúdica e o
teste vocal – logoaudiometria (quando a criança possui
um mínimo de linguagem). Após a realização e a análise
de vários testes, caso haja necessidade, iniciase o
processo de protetização. O aparelho fará com que o
pequeno paciente tome consciência do mundo sonoro e
da comunicação através da linguagem.
A
seleção inicial dos aparelhos a serem testados deverá
considerar os dados da anamnese realizada com a família
e com a própria criança, além das informações audiológicas
obtidas e das características das próteses. Sempre que
possível,
devemos utilizar próteses auditivas de modelos retroauriculares,
as quais não produzem ruído do atrito da roupa do usuário,
o que se observa nos aparelhos de caixa. Além disso,
este tipo de prótese é menos onerosa se comparada às
próteses auditivas embutidas na orelha, visto que estas
últimas necessitam montagens freqüentes, quando adaptadas
em crianças muito pequenas .
Os aparelhos auditivos selecionados, para as testagens
infantis, devem possuir sistema de limitação de saída,
visando proporcionar conforto e segurança ao paciente.
Deve-se também ter muita cautela quanto à faixa de freqüência
de amplificação da prótese. Devemos evitar
demasiada amplificação nas frqüências baixas. São necessárias
re-avaliações após 30 dias de uso e avaliações periódicas,
para que se tenha um controle do conforto da prótese,
das reações do paciente, das alterações na fala e na
linguagem, do ajuste do molde auricular e
da constância dos limiares tonais. Cabe também ao fonoaudiólogo
que realiza testagens em crianças, o encaminhamento
do paciente protetizado para a terapia fonoaudiológica,
o
esclarecimento de todas as dúvidas trazidas pelos pais
e as instruções quanto ao uso e manuseio dos aparelhos
auditivos para que o aproveitamento da prótese seja
pleno e proporcione o máximo de informações auditivas
ao paciente.
Luciana Magni Berthier
Fonoaudióloga
Centro Auditivo Teuto Brasileiro
Maio/2004

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